Raquel Welch, nome artístico de Jo Raquel Tejada, nasceu em Chicago, Illinois, no dia 5 de setembro de 1940. O Welch apareceria em seu nome anos depois, quando casou-se com seu primeiro marido, James Westley Welch. Eleita no 18º lugar pela Empire Magazine como uma das 100 Estrelas Mais Sexy na História do Cinema em 1995. Seu pai é boliviano. Em 1970, Raquel recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em nome de Goldie Hawn, que não pôde estar presente na cerimônia. Seu segundo marido, o produtor Patrick Curtis, fez o papel do bebê de Olivia de Havilland em “…E o Vento Levou” (1939). Raquel quebrou o pulso num acidente de carro em Los Angeles, em 30 de agosto de 2003.
Mais uma deusa do sexo do que uma atriz propriamente dita, a escultural Raquel Welch foi uma das celebridades mais populares da década de 1960 e 1970. Quando ela aparecia nos filmes, eram pouco notados, seu sucesso dependia quase que exclusivamente de sua aparência física. Seu umbigo – que obviamente, também celebra sete décadas de existência – foi considerado o mais perfeito da História universal por diversos especialistas em onfalomorfologia. Isto é, a morfologia do umbigo. O umbigo da sra. Welch é classificado como um representante do formato de “grão de café” (mais latino-americano ainda, embora o café seja originário da África).
Raquel ficaria conhecida em todo o planeta com o filme “Um Milhão de Anos Antes de Cristo”. Ali, ela ostentava um inverossímil biquíni de pele, interpretando uma cenozoica mulher do tempo das cavernas (em uma sui generis cronologia paleontológica típica de Hollywood que assustaria qualquer arqueólogo). O umbigo de Welch perdurou nos corações e mentes dos espectadores mais além da breve frase que pronunciou na ocasião: “Me Loana… you Tumak” (Eu Loana… você Tumak). Pôsters com Raquel Welch como uma sensual mulher das cavernas fixaram essa imagem como uma das mais conhecidas internacionalmente nos anos 60.
Ela afirma que é “Raquel” (em espanhol) e não “Rachel” (versão em inglês) pois recebeu o nome em homenagem à sua avó materna, Raquel, que conheceu quando tinha 32 anos. Em suas bem-humoradas memórias, intituladas “Beyond the Cleavage” (Mais além do decote), Welch recorda como sua mãe guardava as fotos que ela havia feito durante os dois anos que havia residido em La Paz com seu marido, pouco depois de casar e logo antes de Raquel nascer (a atriz é sobrinha de Lidia Gueiler Tejada, ex-presidente da Bolívia entre o 16 de novembro de 1979 e o 17 de julho de 1980. Ela foi presidente interina do país, eleita pelo Parlamento. Lidia Gueiler Tejada foi a única presidente da História da Bolívia e a segunda na História latino-americana, depois de Isabelita Perón, que havia governado a Argentina entre 1974 e 1976).
Raquel Welch quase foi escolhida para fazer “Barbarella”. Mas, em seu lugar foi colocada a jovem Jane Fonda, que ostentava modelitos nos quais também exibia seu umbigo, embora, com menor transcendência internacional do que o já citado integrante da anatomia “yankee-boliviana”. A atriz quebrou preconceitos ao protagonizar no filme “100 rifles”, de 1969, a primeira cena de sexo interracial do cinema dos EUA com o ator afro-americano Jim Brown (o primeiro beijo interracial em uma série de TV foi no capítulo 67 da terceira temporada de Star Trek, entre William Shatner – o capitão James T.Kirk – e a atriz Nichelle Nichols, a personagem Nyiota U.Uhura). Welch, esse festival de curvas e sex-appeal foi batizada (muito antes de Elle Mc Pherson) de “The Body” (O Corpo). Nos anos 60 foi a sex symbol par excellence, depois do falecimento de Marilyn Monroe.

Por Galeria da Fama