Uma das atrizes mais encantadoras da história de Hollywood, nascida em Bruxelas, na Bélgica, famosa pela graça e elegância com que vestia roupas de seu amigo Hubert Givenchy e pela silhueta, de extrema magreza. Filha de uma baronesa de origem holandesa, falida e abandonada pelo marido, Edda van Heemstra Hepburn-Ruston, viveu na Holanda durante a ocupação alemã e trabalhou como mensageira para a Resistência Holandesa. Quando tinha apenas treze anos, se fez passar por uma garota que colhia flores num bosque e entregou importante mensagem a um soldado aliado. Logo depois topou com um inimigo alemão, mas saiu-se muito bem. Ela entregou-lhe as flores e, sensibilizado, o nazista foi embora.
Ao contrário das maiorias das atrizes atuais que derramam rios de lágrimas para demonstrar tristeza, dão beijos ardentes para demostrar uma paixão, ou grandes sorrisos para demonstrar alegria, Audrey precisava de muita pouca coisa para transmitir os mesmos sentimentos, apenas um olhar.
Audrey foi descoberta pelo cinema quando atuava em “Gigi”, peça da escritora Collette montada na Broadway em 1951. Ganhou o Oscar com seu primeiro papel principal, em 1953, com o filme “A Princesa e o Plebeu” (Roman Holiday), ao lado de Gregory Peck. Em 1961, interpretou Holly Golightly em “Bonequinha de Luxo”. Vestido preto, longa piteira, muito brilho nas jóias falsas, ela era a imagem da sofisticação. Em 1964, participava da produção mais cara das telas na época, “Minha Querida Dama” (My Fair Lady), no papel de Eliza Doolittle, o qual a novata Julie Andrews perdera para ela. Audrey se casou duas vezes, a primeira com o ator, diretor e empresário Mel Ferrer, a quem acusou de avareza, e a segunda com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, tendo dois filhos, um com cada marido.
Audrey abandonou o cinema no final dos anos 60, afirmando que era uma mulher de médico e achava isso ótimo. No entanto, o romance do médico com a extasiante starlet Danilla Trebbi, de 26 anos, levou à separação do casal. Em 1988, Audrey foi nomeada embaixadora especial da Unicef, supervisionando a assistência de crianças de países flagelados e tendo visitado clínicas e orfanatos da Somália e Etiópia. Ficou chocada com as cenas reais que deparou. A estrela voltaria a participar de algumas produções nas telas em 1976 e, em 1993, morreu antes de receber seu segundo Oscar, que lhe seria entregue em homenagem a sua carreira. A biografia da estrela esta registrada no livro “A Vida de Audrey Hepburn”, lançado nos Estados Unidos em 1984. Faleceu aos 63 anos, em 20 de janeiro de 1993. (Memorial da Fama)